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Chamados de Deus
05.01.2008
Deus
não dirigiu o chamado a Isaías; o profeta ouviu Deus dizendo: “Quem
há de ir por nós?” O chamado de Deus não é para uns poucos
escolhidos, é para todos. Ouvir ou não o chamado de Deus depende
do estado em que se acham meus ouvidos; e o que ouço depende da
minha disposição. “Muitos são chamados mas poucos escolhidos”,
ou seja, poucos se revelam como os escolhidos. Os escolhidos são os
que passaram a ter um relacionamento com Deus através de Jesus
Cristo, pelo qual sua disposição foi modificada e seus ouvidos
foram abertos, e ouviram a voz tranqüila e suave a indagar o tempo
todo: “Quem há de ir por nós?” Não é uma questão de Deus
separar um homem e lhe dizer: “Olhe, você vai!” Deus não
exerceu sobre Isaías nenhuma coação; ele estava na presença de
Deus e ouviu-lhe o chamado, e percebeu que não lhe restava outra
alternativa senão dizer, com uma liberdade consciente: “Eis-me
aqui, envia-me a mim.” Tire da cabeça a idéia de esperar que
Deus lhe venha com coações e apelos. Quando o Senhor chamou seus
discípulos, não houve nenhuma coação externa irresistível. A
serena e terna insistência do seu “Segue-me” foi dirigida a
homens que estavam com todas as suas faculdades bem alerta.
Se
permitirmos que o Espírito nos coloque face a face com Deus, também
nós ouviremos algo semelhante ao que Isaías ouviu, a voz tranqüila
e suave de Deus; e em perfeita liberdade diremos: “Eis-me aqui,
envia-me a mim.”
É
a voz de Deus que nos é dirigida particularmente, sobre algum
assunto nosso, e não adianta consultar a ninguém sobre ele. Temos
que manter esse profundo relacionamento apenas entre nós e Deus.
A
voz de Deus não é um eco da minha natureza; meu temperamento e
gostos pessoais não entram em questão. Enquanto eu ficar levando
em conta meu temperamento e pensando nas minhas aptidões pessoais,
nunca ouvirei a voz de Deus. Mas, quando passar a ter um
relacionamento com Deus, então me encontrarei nas mesmas condições
em que Isaías se encontrava. Ele estava tão afinado com Deus, dada
a tremenda crise por que passara, que conseguiu captar a voz de Deus
falando à sua alma atônita. A maioria de nós não tem ouvidos
para nada, a não ser para nós mesmos. Não conseguimos ouvir nada
do que Deus diz. Ser levado a uma sintonia com o chamado de Deus é
ser profundamente transformado.
O
chamado de Deus não é um chamado para um serviço determinado; a
interpretação que faço dele pode ser, porque meu contato com a
natureza de Deus me fez perceber o que eu gostaria de fazer para
ele.
Servir
é parte natural de minha vida. Deus me coloca em um relacionamento
com ele pelo qual compreendo o seu chamado, e então passo a
trabalhar para ele voluntariamente, mas apenas por amor a ele.
Servir a Deus é uma consciente dádiva de amor, de uma natureza que
ouviu o chamado dele; é a expressão daquilo que é próprio de
minha natureza. O chamado de Deus é a expressão da sua natureza;
conseqüentemente, quando recebo sua natureza e ouço o seu chamado,
a voz da natureza divina ressoa em ambos, e os dois trabalham
juntos. O Filho de Deus se revela em mim e, por devoção a ele, eu
o sirvo pelos meios comuns da vida.
Extraído
do Livro:
Tudo
Para Ele
Autor:
Oswald
Chambers
Para
Meditar: "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A
quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu:
Eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8.
Oração:
“Pai, quero sempre ouvir o Teu chamado e saber o que tens para me
falar. Quero agir somente de acordo com a Tua vontade. Obrigado por
me falar tão claramente através da Tua Palavra.” Amém.
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