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O Teu Reino, Não o Meu
28.05.2005
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o
teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.
Mateus 6:9-10.
Quantos líderes cristãos estão construindo seus próprios reinos, e
não o de Deus? Então, mais uma vez, o que eles estão orando pode ser
bom e bíblico - uma congregação crescente, um prédio maior para a
igreja, melhores sedes para sua organização ou campus - mas seu
motivo ao orar é louvor, fama e glória para si mesmos.
Entretanto, Jesus, em sua oração-modelo de Mateus 6, ao ensinar seus
seguidores a orar, foi muito explícito sobre de quem é o reino que
precisa ser construído: “Pai nosso... venha o teu reino... na terra
como no céu” (versículos 9-10).
Numa grande igreja, aparentemente bem-sucedida, na qual dei um
seminário, diversos membros comentaram tristemente comigo: “Mas não
há poder”. Por quê? Talvez fosse porque seu pastor, muito talentoso,
estivesse construindo não o reino de Deus e sua glória, mas seu
próprio reino e sua própria reputação.
Este amor pela proeminência, posição sobre os outros, e a construção
do próprio reino em vez do de Deus já parecia ser um problema no
primeiro século. Em 3 João, o apóstolo falou que precisava expor
Diótrefes porque ele amava ser o primeiro entre as pessoas e se
recusava a reconhecer João, para não ter sua própria posição de
autoridade contestada.
Se Inclinamo-nos a achar que essa motivação errada existe somente
nos ministérios grandes e famosos; entretanto, ela pode ser
igualmente verdadeira ou até mesmo mais verdadeira nas igrejas e
organizações pequenas e que enfrentam dificuldades. Numa tentativa
desesperada de provar sua importância, essas igrejas podem recorrer
à construção do seu próprio reino em vez do de Deus.
É possível que estejamos enganando a nós mesmos, bem como a outras
pessoas, sobre nossos motivos para orar - mas nunca a Deus. Ele tem
consciência de todas as nossas atitudes e motivos ocultos - muitas
vezes irreconhecidos até mesmo por nós.
Não são apenas as nossas palavras que se elevam a Deus em oração,
mas os nossos motivos também. Deus olha no íntimo - e nossos motivos
são tão óbvios para ele quanto as palavras que dizemos. “E todas as
igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mente e coração”
(Apocalipse 2:23).
Orar pelo motivo errado, então, é orar qualquer coisa a que Deus
tenha de responder “não” porque, embora talvez boa em si mesma, o
motivo que nos leva a pedi-la é “esbanjarmos em nossos prazeres”
(Tiago 4:3).
Extraído
do livro:
Uma Jornada de Oração
Autor:
Evelyn Christenson
Para
Meditar: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o
gastardes em vossos deleites."
Tiago 4:3.
Oração:
“Pai, por favor, sonda o meu coração para descobrir meus motivos
errados, mesmo nas boas coisas pelas quais oro. Purifica-me, ó Deus,
e mantém-me sempre edificando o teu reino, não o meu.”
Amém.
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