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A Fé Vitoriosa
02.07.2005
“Também vimos ali gigantes, isto é, os filhos de Anaque, que são
descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos;
e assim também éramos aos seus olhos.” Números 13:33.
Sim, eles viram gigantes, mas Josué e Calebe viram a Deus! Os que
duvidam dizem: “Não poderemos subir.” Os que crêem dizem: “Subamos e
possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.”
Os gigantes representam, para nós, as grandes dificuldades; e os
gigantes estão à espreita em toda parte. Estão na família, na
igreja, na vida social, e até em nosso próprio coração; ou nós os
vencemos, ou eles nos devorarão, como disseram aqueles homens a
respeito dos gigantes de Canaã.
Disseram os homens de fé: “Como pão os podemos devorar.” Em outras
palavras: vencendo-os, ficaremos mais fortes do que se não houvesse
gigantes para vencer.
Portanto, se não possuirmos a fé vitoriosa, seremos devorados,
consumidos pelos gigantes que há em nosso caminho. Tenhamos o mesmo
espírito de fé que havia em Josué e Calebe; vejamos Deus; ele tomará
conta das dificuldades.
É quando nos encontramos no caminho do dever que surgem os gigantes.
Quando Israel avançou, apareceram os gigantes. Quando eles voltaram
para o deserto, não encontraram nenhum.
Há uma idéia muito comum de que o poder de Deus na vida humana deve
erguê-la acima das dificuldades e dos conflitos. O fato, porém, é
que o poder de Deus sempre traz um conflito e combate. É de se
pensar que, em sua viagem missionária a Roma, Paulo estivesse por
alguma poderosa manifestação de Deus, livre das tempestades e dos
inimigos. Mas, ao contrário, sua viagem foi uma dura e longa luta
contra as perseguições dos judeus, contra violentos temporais,
contra víboras e todos os poderes da terra e do inferno, e quando
foi salvo, foi salvo nadando até à ilha de Malta, segurando-se nos
destroços do navio; por pouco não teve o mar por sepultura.
Era isto próprio de um Deus todo-poderoso? Sim, exatamente. E Paulo
nos diz que, quando colocou o Senhor Jesus Cristo como a vida de seu
corpo, veio-lhe imediatamente um grave conflito; aliás, um conflito
que nunca terminou, uma pressão que foi persistente, mas da qual ele
sempre saiu vitorioso pela força de Jesus Cristo.
A linguagem em que ele descreve isto é a mais eloqüente. “Em tudo
somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não
desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém
não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que
também a sua vida se manifeste em nosso corpo.”
Que luta incessante! É impossível expressarmos em nossa língua a
força das expressões do texto no original.
Sim, lugares difíceis são a própria escola da fé e do caráter.
Extraído
do livro:
Mananciais no Deserto
– Edição do Milênio
Autor:
Lettie Cowman
Para
Meditar: "Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e
não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão.
Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os
temais."
Números 14:9.
Oração:
“Senhor, Tu és a minha rocha e a minha salvação, a minha fé e
confiança está em Ti. Pai que eu possa confiar sempre em Ti e
firmado na Tua Palavra alcançar a vitória.”
Amém.
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